29.1.09

Um beijo pra você, vó!


A palavra despedida passou a fazer sentido pra mim na tarde de 29 de janeiro de 1990. Eu era jovem assim. Ainda não tinha visto quase nada das coisas que existem. Ela pediu com jeito de quem adivinha: "Você não chore não, tá!?" Só que era um pedido difícil demais, doído demais! Na hora eu prometi, claro! Mas quebrei a promessa no instante seguinte. Com a chegada de outras tardes azuis como aquela, a dor foi saindo de fininho, dando lugar a recordações tão belas que o que restou hoje foi seu carinho reinando feliz no álbum de retratos da minha vida.
Ficou morando ali, bem no alto, uma estrela de nome tão simples:
Maria Januária.

PEDRO ANTÔNIO DE OLIVEIRA

23.1.09

Diário do menino com gel - Férias!


Oi, mãe! As férias estão um barato! Nunca me diverti tanto! O sol está de derreter mamona e fritar ovo no asfalto.

Conforme a senhora recomendou um bilhão de vezes, antes de sair do hotel, tomo meu "banho" de filtro solar! Mas tenho de confessar que algumas regras estão sendo quebradas: sobrevivo à base de picolés, sorvetes, Chips e outras delícias do Verão! Ah, pelo menos nas férias, né!

Bem que a senhora falou pra gente beber bastante líquido. O Lucas levou a história muito a sério e quase acabou com a água do mar. Teve salva-vidas e tudo! Parou a praia. Usaram até helicóptero. O maluco parecia a fonte da praça, jorrando água pela boca, pelo nariz e pelos ouvidos. Na hora da respiração boca a boca, ele acordou! Sorte dele! Imagine o mico se a turma toda descobrisse que ele levou uma selinho do bombeiro! Não foi por falta de aviso! Cansei de tentar ensinar o moleque a “dropar” onda! Levou um “caldo” atrás do outro. Fazer o quê? Um dia ele aprende.

Outra coisa: uma água-viva quilométrica passou grudada na gente! Foi chocante! Nem esbarrou em mim! Fique calma. Não aconteceu nada, eu juro! Ó, não precisa se preocupar. O tio está tomando conta direitinho da gente. Só de vez em quando que ele ronca a tarde toda na espreguiçadeira da tenda, de barriga pra cima, que nem um dinossauro em hibernação, depois de uns camarões... e nem se lembra que nós exist... Ham! Bom, deixa pra lá.

Sabe o bugre? Eu pedi pro motorista um passeio “com emoção” e ele quase voou naquelas dunas. Lugar bonito! Parece o paraíso! Pena que a senhora mais o papai não puderam vir. Iam gostar pra caramba!

Eu não queria contar não, mas acho que o Hugo vai levar o papai à falência. Ele conheceu umas sereias aqui na praia, sabe!? E as sereias não ficam só cantando, não! Elas tomam refrigerante, cascão com cobertura de chocolate e se amarram em empadas praianas. Quem está bancando tudo... adivinha!

É o seguinte: a gente volta na semana que vem. Até lá se não se desintegra de saudade dos seus filhotes, tá bem!? Prometo levar uma lembrancinha pra vocês! Resolvi escrever esta carta só porque sei o quanto a senhora é “grilada”! Tá vendo? Não há motivo pra preocupação! Vamos chegar inteirinhos aí!
Um beijo.
Assinado: Garoto surfista "sem gel" (de tanto pegar onda)

PEDRO ANTÔNIO DE OLIVEIRA

De novo não!


O amor apenas dormia um sono leve e você foi lá e o acordou.

PEDRO ANTÔNIO DE OLIVEIRA

14.1.09

Lorotas na Ciência Hoje das Crianças


Olá, pessoal! A Revista Ciência Hoje das Crianças publicou um dos contos do meu segundo livro, Uma história, uma lorota... e fiquei de boca torta!, em sua edição de dezembro de 2008. Ficou muito legal! Além disso, a revista traz curiosidades, quadrinhos, poema, passatempo, joguinho e muitas matérias imperdíveis! Vale a pena correr até as bancas para conferir!

PEDRO ANTÔNIO DE OLIVEIRA

12.1.09

Olha só o presente que eu ganhei!


A leitora Allana Tavares Bastos, de 9 anos, que mora em Belo Horizonte, Minas Gerais, me escreveu um recadinho muito especial. Ela leu meu primeiro livro, Metade é verdade, o resto é invenção, e disse que gostou! Não é um barato? A mensagem foi deixada na Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa. Quem me avisou desse presente foi a Cleide Fernandes, bibliotecária, e minha amiga do coração. Valeu! A semana começou bem feliz!

PEDRO ANTÔNIO DE OLIVEIRA

10.1.09

Gostar de alguém

Que mágica era aquela, capaz de deixar a vida assim tão levinha?

PEDRO ANTÔNIO DE OLIVEIRA

9.1.09

Diário do menino com gel - O Pirata do Espaço


Pois é. Eu não me lembro de nada disso, mas meu irmão, o Pedro, que é velho pra burro, garante que a década de 80 foi demais! Demais em tudo: em desenhos, músicas pra crianças, programas infantis na televisão... Às vezes, acho que deveria ter nascido lá atrás pra curtir todas essas paradas chocantes que ele vive me contando. Por exemplo, agora ele descobriu no YouTube um monte de episódios legais de um tal Pirata do Espaço. Ow! O garoto deu um pulo na cadeira que quase matou minha mãe de susto. O cara ficou louco e saiu fuçando tudo quanto foi link pra ver se descobria mais coisas desse desenho. E não é que ele tem razão. O Pirata do Espaço é mesmo maneiro! Pra quem ficou curioso, é só clicar logo abaixo.

PEDRO ANTÔNIO DE OLIVEIRA

26.12.08

Mudanças na língua portuguesa


Chiii! E agora? Como vai ser? Vou ter de reaprender a língua portuguesa? A partir de 2009, mudanças na forma de escrever vão afetar a nossa vida. Quer saber tudo?

Então clique nos links abaixo:

23.12.08

Menino Jesus


Para o teu nascimento
o céu se arrumou inteiro:
estrelas escreveram o teu nome,
cometas construíram um caminho
com poeira de luz
para que teu destino,
carruagem de sonhos,
pudesse passar.
(...)

Para teu nascimento
o universo inteiro
desfraldou suas velas.

ROSEANA MURRAY

UM NATAL PERFEITO PARA VOCÊ!

PEDRO ANTÔNIO DE OLIVEIRA

22.12.08

18.12.08

Pedido


Papai Noel, eu não quero crescer, que assim tá bom, viu?

PEDRO ANTÔNIO DE OLIVEIRA

O brilho sobre nós


Eu vi a estrela passar. Será que é o Menino?

PEDRO ANTÔNIO DE OLIVEIRA

4.12.08

Diário do menino com gel - Ele existe!


Queria tanto que fosse ele. Meu coração saltou aqui na boca! Ele existe, eu sei disso! Eu nunca tive uma gota assim de dúvida. É claro que não sou bobo nem nada de ficar acreditando nesse bando de impostores metidos a Papai Noel e que invadem a cidade nesta época do ano: barriga de mentira, saco de mentira, gargalhada de mentira! Tudo de mentira! O verdadeiro não fica por aí dando sopa, não! Ah, não fica mesmo! Ele tem mais o que fazer! Só deixa o Pólo Norte na noite de Natal e olhe lá!

Que era especial, isso era! Veio ao meu encontro andando bem devagar. Surgiu de um modo misterioso, que nem faria o genuíno senhor Noel. Me olhou com a intimidade de quem me conhecia há milênios. E se inclinou com dificuldade para falar bem baixinho no meu ouvido: “Oi, como vai você?” Levei um susto, mas um susto!... Depois perguntou (do jeitinho que o Papai Noel original perguntaria): “Neste Natal, você quer ganhar o quê?”

Uaaauuu!... Só podia ser ele mesmo! O autêntico! O próprio! O real! Foi direto ao assunto. Não ficou rodeando, me oferecendo balas e sorrisos, muito menos olhou pros meus pais primeiro, querendo agradar ou fingir cara boa. Dava a entender que estava com pressa, só precisava saber mesmo o que eu estava a fim de ganhar no Natal.

Na hora fiquei um pouco com vergonha de dizer ali, no meio do shopping, uma coisa assim tão íntima, tão confidencial... Ora, o presente que a gente quer ganhar só se fala pra mãe, pro pai e pro Papai Noel de verdade! E se não fosse ele? Achei melhor não arriscar! Só que acabei contando tudo sem ter certeza absoluta de sua identidade: “Uma bola de futebol e um disco do Balão Mágico”. Que raiva! Ai, que mico, que mico, que mico! Minha cara queimou! E se eu estivesse diante de mais um dos milhares de falsos Noéis que vivem abusando da confiança das pobres criancinhas iludidas?

Peraí!!!... Um detalhe me chamou a atenção! As luvas dele eram muito sujas! O verdadeiro Papai Noel jamais calçaria luvas tão encardidas (A menos que tivesse trocado os pneus do trenó!)! Decepção! “Ainda não foi dessa vez”, pensei! Será que, um dia, teria a sorte de estar diante do legítimo Noel?

Ele foi embora, depois de plantar uma pulga enorme e cabeluda atrás da minha orelha esquerda. Aquele Papai Noel duvidoso tinha tudo pra ser um Papai Noel cem por cento verdadeiro. Mas e as luvas? Alguém me explica se o bom velhinho pode ter umas luvas imundas daquelas? No Pólo Norte, por acaso faltam água e sabão?

Algumas explicações sobre as luvas sujas do Noel

1 – Já sei! Só o Papai Noel original cumprimentaria todos os meninos e todas as meninas do planeta. De tanto pegar nas mãos das crianças, ele ficou com as luvas imundas! Dúvida: se ele não sai de casa pra nada (somente na noite de Natal), como pode ter cumprimentado tanta gente?
2 – Talvez, se ele estivesse de luvas limpas, branquinhas, seria facilmente reconhecido pelas crianças e nem conseguiria andar livremente pelo shopping. Porque aí, sim, a molecada iria ter certeza de quem ele era. Ia ter gente demais pedindo autógrafo, foto, presente...
3 – O Papai Noel ainda não conhece aquele famoso ditado: “Uma mão lava a outra”.
4 – Nenhuma das alternativas acima.
5 – Todas as alternativas acima.
6 – Vou pensar (que agora me deu um nó na cabeça!). Hohohohohohohoho! (risada de Papai Noel)

PEDRO ANTÔNIO DE OLIVEIRA

28.11.08

É o que acontece no fim


A mentira quis voar bem alto, mas o tempo a levou embora.
No lugar dela, ficou a verdade, porque, mesmo na tempestade, ela sabe se virar.

PEDRO ANTÔNIO DE OLIVEIRA

Pasmaceira


O sol no fim do domingo é um colchão de preguiça querendo as estrelas.

PEDRO ANTÔNIO DE OLIVEIRA

Falível


Queria a todo custo
Poderes de um Super-Tal
Pra cessar o choro
Que vem no temporal.

PEDRO ANTÔNIO DE OLIVEIRA

Eu vi o rei


Eu vi o rei chegar (...)
Um rei assim
Que não escuta bem
Que adora luz
Mas não vê ninguém
Prefere olhar
O horizonte, o céu
Longe daqui é tudo seu...

(...)

Seu sangue azul
Ninguém diz de onde vem
De que sertão
De que mar, que além
E para nós
Ele jamais se abriu
Só uma vez
Quando partiu (...)

MARINA LIMA

Besteirol


Se os poemas que triturei no multiprocessador de idéias cálidas virassem canção, viveria eu no ritmo congelante da dança-da-chuva, da transpirante dança-do-sol ou da impaciente dança-dos-retalhos-amassados-de-abraço. E, disfarçado de métrica, voaria pela janela ao lado das palavras que irão te atingir no varal.

PEDRO ANTÔNIO DE OLIVEIRA

A paz


Eu vim, vim parar na beira do cais
Onde a estrada chegou ao fim
Onde o fim da tarde é lilás
Onde o mar arrebenta em mim
O lamento de tantos "ais" (...)

ZIZI POSSI