24.8.10

Vaidade


Para tudo
Que agora ela foi longe demais!
Foi descolorir os cabelos
E quase terminou em preto e branco.

pedro antônio de oliveira

23.8.10

Como um raio


O tempo. Ele vive me perdendo.

pedro antônio de oliveira

Imperfeição


Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. 
Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro.

clarice lispector

20.8.10

Provoca-ação


Você não me pegaaa...
Lá-lá-lá-lá-lá-lá!

pedro antônio de oliveira

O lado bom


Tudo azul
Completamente blue
Vou sorrindo, vou vivendo
Logo mais, vou no cinema
No escuro, eu choro
E adoro a cena.

(...)

Como é estranha a natureza
Morta dos que não têm dor
Como é estéril a certeza
De quem vive sem amor, sem amor.

"Completamente Blue" cazuza / george Israel / nilo roméro / rogério meanda

11.8.10

Um dia na vida


Quando um desejo se realiza, tudo fica mais fácil, principalmente viver. Mas não se engane. Outro sonho desponta no coração e começa a lutar, dia após dia, para também se tornar realidade. 

Foi assim com o Dr. Cícero Plínio Bittencourt, médico e titular de uma das cadeiras da Academia Mineira de Pediatria. Na noite do dia 7 de agosto, uma infinidade de amigos esteve na Associação Médica de Minas Gerais para prestigiar o lançamento de seu livro, "Um dia na vida - Crônicas & Cia", fruto de uma caminhada repleta de histórias. 

Eu me emocionei bastante com a homenagem proferida a ele pelos Mensageiros do Rei - um grupo de atores e músicos que transmitem uma mensagem poética, cantada e encenada - um belíssimo telegrama falado.

Sou muito grato ao Dr. Cícero, pois foi ele quem me auxiliou, sempre com atenção e carinho, nas revisões de conteúdo das matérias do meu primeiro emprego, depois de formado em jornalismo. Eu trabalhava numa assessoria de Comunicação ligada à área da saúde e ele, na diretoria, alguns andares acima do meu. Na época, tive a honra de ler os originais de seu livro antes da publicação, enquanto a gente conversava sobre esse nosso sonho de ser escritor.




"Um dia na vida - Crônicas & Cia"
, do pediatra e especialista em Saúde Pública, Cícero Plínio Bittencourt, brinda o leitor com narrações sobre os mais diversos assuntos. Na obra, o autor destaca fatos engraçados e intrigantes que vivenciou. A escrita, permeada de críticas, mostra um Brasil contraditório na saúde e na política. Acima de tudo, o livro fala de dor e de alegria, em situações reais, deixando para nós, entre outras reflexões, a certeza de que quase tudo passa tão rapidamente como um dia na vida.

pedro antônio de oliveira 

7.8.10

O meu pai

Não sei como ele consegue me levantar tão alto.


Ter aquela coragem e espantar o medo da gente.


E a maior força na hora de lutar contra tudo.


É por isso que vou ser igualzinho a ele quando eu crescer.


Feliz Dia dos Pais.

pedro antônio de oliveira 

3.8.10

Supervivência


Eu preciso sonhar
Senão me falta o ar.

pedro antônio de oliveira

1.8.10

Leitura em família



Sandra Bittencourt, pedagoga e especialista em Ensino Especial, Arte-Educação e Literatura Infantil e Juvenil, explica que ler em família, além de ser um momento de encontro e carinho, fortalecendo os laços afetivos entre pais e filhos, ajuda a desenvolver na criança o hábito da leitura. “Para brincar com as ilustrações ao folhear um livro e, mais à frente, descobrir as letras e as várias linguagens da imagem, do texto e da melodia da voz, não há idade específica para começar nem para terminar”, afirma.

Na avaliação de Sandra, é importante ler também para os adolescentes, contudo, sem didatismo, ou seja, sem a intenção de ensinar sobre algo específico. “As formas, os assuntos e as discussões serão diferentes, mas as possibilidades de aprimoramento das relações estarão presentes do mesmo modo.”

A educadora chama a atenção para a redescoberta das matrizes sonoras e sensoriais do indivíduo. “Todos nós trazemos referências do que nos marcou na infância, seja um som, a fala de algum parente ou mesmo uma sensação corporal”, destaca. “Dessa forma, a literatura possui função curativa, pois nos ajuda a entender aquilo que mudou profundamente nossa vida, apontando novos caminhos para uma existência mais feliz.”

É isso aí, Sandra, valeu pelas dicas! Qualquer dia, vou escrever sobre a Trupe Maria Farinha, um trabalho superlegal comandado por ela.

pedro antônio de oliveira

31.7.10

Férias

Queria ter andado de trem de ferro, mas a estação estava abandonada.



Então eu e Soninha seguimos para a praia, de bicicleta!


Ela ficou molhando os pés na espuma do mar e recolhendo conchinhas
com as quais fez um colar. Jura que vai arrasar na volta às aulas.


  Também devoramos livros bacanas e conhecemos a Fofa, nossa mais nova amiga.
Ela é campeã de natação e contou um monte de casos
das viagens que fez por aí.
Um beijo, Fofa! Nas próximas férias, venha nos fazer uma visita.

Fofa e eu.
(A foto da Soninha queimou. Há-há-há-há. Ham! Desculpa, Soninha.)

pedro antônio de oliveira

4.7.10

Toda tarde


Naquele tempo de poucos compromissos e muitos sonhos, eu adorava caminhar com a Wal. Mas aí percebi que, além de ela não conseguir ficar saradinha, eu ia desaparecendo dentro da camiseta e da bermuda. O mundo já era desigual.

pedro antônio de oliveira

1.7.10

26.6.10

De tanto ver


"Mas há sempre o que ver. Gente, coisas, bichos.
E vemos? Não, não vemos.
Uma criança vê o que o adulto não vê.
Tem olhos atentos e limpos para o espetáculo do mundo."

otto lara resende


25.6.10

Coração mais coração




















Gostar de alguém é um dia de sol.
Gostar e ser gostado, tudo assim certinho,
um verão inteiro de sol pra sempre.

pedro antônio de oliveira

23.6.10

Tsc, tsc, tsc...

Quino, autor da personagem Mafalda, desiludido com o que diz respeito a valores e à educação, deixou impresso nos cartuns o seu sentimento.


Ranzinza


Acabo de receber um SMS (Short Message Service - Serviço de Mensagem Curta - pronto, gastei!) da Soninha. Ela foi ácida, como sempre, querendo saber o que havia me dado para entupir o blog com fotos de minha pessoa. E foi mais além: me perguntou se por acaso estava me achando o Gianecchini. Mantive a linha, claro. Falei pra ela que, se ela quiser, coloco fotos dela também. Mas aconselhei que instalasse antes o Photoshop. Ela prometeu me mandar um vírus pela afronta.

pedro antônio de oliveira 

Galerinha esperta



O que aconteceu por lá foi, assim, o maior barato. Teve bate-papo, café da manhã e muitas perguntas legais. Depois ainda ganhei um álbum incrível (mas é incrível mesmo, vocês não têm noção!) com os trabalhos da galerinha. Tinha até carta de mãe, pai e vó, mensagem pro presidente e muitas fotos das duas turmas: uma da quinta, a outra da sexta série. Um abraço apertado e um beijo estalado em todo mundo do Instituto Educacional Céu Azul, em Beagá. Desculpe a demora em postar aqui essa aventura, mas é que minha vida é muita agitada (hunf! Até parece! Ouço som de risos. KKKKKKKKK).

pedro antônio de oliveira

Anos mais tarde

Um dia o telefone da casa dela tocou e eu disse que era seu ex-aluno. Ela perguntou: “que aluno?”. Eu falei: O Pedro! Ela se lembrou na hora, mas não acreditou. Como era possível eu ainda me lembrar dela? Tínhamos nos visto pela última vez quando eu tinha somente sete anos de idade, no final do pré. Foi com ela que eu aprendi a ler. 
Mais surpresa ela ficou quando descobriu que tinha virado personagem de dois capítulos do meu primeiro livro. Nós nos encontramos; ela se viu no livro. Leu uma história que aconteceu de verdade e ficou feliz. Eu, mais ainda!
Está aí a Tia Luiza do Metade é verdade, o resto é invenção. Uma professora tão querida, que só podia ficar mesmo guardada no meu coração.

pedro antônio de oliveira

3.6.10

Eu tô ligado


Warley Matias de Souza domina uma escrita forte, repleta de argumentos e surpresas. Por isso, não espere menos do livro Tô ligado!, vencedor do Prêmio Nacional de Literatura João-de-Barro 2008, na categoria juvenil. Prepare-se para encarar essa aventura com o personagem Gabriel, que decide viajar talvez para fugir de coisas, dentre elas, da própria solidão.

Em cada parada, um fato engraçado, inusitado ou triste, assim como a vida. Pensa que ele embarcou nessa sozinho? Claro que não; tem a Téia, o Fábio, a Bianca...

As ilustrações de Ana Raquel dão um banho de cores, futurismo e jovialidade à obra. A Ana eu já conheço pessoalmente. O Warley ainda não. Mas trocamos e-mails quase todos os dias. Ele é graduado em Letras pela UFMG e mestrando em Teoria da Literatura na mesma universidade.

Tô ligado! é da Editora Lê, tem 96 páginas e um enredo que vai te marcar pra sempre.

...
pedro antônio de oliveira

25.5.10

Poderoso eu


Já me senti algumas vezes triste quando me chamavam de ingênuo. 
Sinceramente me parecia uma ofensa.

Com toda razão, já que o mundo ensina que vencedor é aquele que consegue ser o mais valente, o mais sabido, o mais audaz.

Mas, há poucos dias, um amigo achou muita graça nesse meu relato. E sabiamente me aconselhou a não me preocupar com esses pormenores do meu jeito de ser: 
...
"É que a inocência também vence as lutas.”.

pedro antônio de oliveira

19.5.10

Balanço da Bienal do Livro de Minas

A Bienal do Livro de Minas foi um sucesso! 
Leia sobre os resultados da feira no site
www.bienaldolivrominas.com.br




No sábado, dia 15 de maio, eu distribuí pirulitos no estande da Editora Saraiva, na Bienal do Livro de Minas 2010. Foi uma comédia! Tinha gente grande com um pouquinho só de vergonha de aceitar pirulito, pensando que essas coisas doces da vida são só para criança. Mas, no fim, bem que gostaram da ideia. Qual o problema? A Cleide, por exemplo, chupou mais de um. Longe dali, mas ainda na Bienal, ela me fez tomar um caldo de mandioca mineiro. Depois de lutar bravamente para cortar uns pedaços enormes de carne cozida "submersos" no caldo, sem derramar tudo sobre a toalha, decidi chupar mais um pirulito. Daí um garotinho da mesa ao lado ficou com vontade, pelo menos foi o que me pareceu. Porém, logo que fui dar o pirulito de uva na mão dele, a mãe do menino quase saltou da cadeira: "NÃÃÃOO! ELE NÃO PODE!! Ele tem alergia a corante." Ham? Será? Coitado, ficou com água na boca, aposto. Será que sua mãe me achou com cara do abominável "Homem do Saco"? É... aquele que nossos pais falavam pra gente que pegava criancinhas e botava num saco sujo e fedorento. Ou então ela pensou que eu fosse o terrível Garoto-Monstro do Pirulito Língua Roxa, que atrai crianças com um olhar terno e um pirulito inofensivo. Mas eu entendo, este mundo anda tão violento que as pessoas vivem desconfiadas de tudo. Ah, vai ver o moleque tem mesmo alergia a corante. Deixei pra lá, embora tenha ficado com pena. 


 Obrigado a todos que passaram pelo estande da Editora Saraiva, no Expominas, em BH. É lá que estavam meus livros "Metade é verdade, o resto é invenção" e "Uma história, uma lorota... e fiquei de boca torta!". Agradeço a você pelo carinho dos comentários. Adoro lê-los. Prometo tentar responder a todo mundo. Um beijão!


pedro antônio de oliveira

12.5.10

Bienal do Livro de Minas




Você já foi a uma Bienal do Livro? Pelo Brasil afora, esse tipo de evento literário tem despertado cada vez mais o interesse de públicos de todas as idades. Para você ver que livro não é sinônimo de coisa chata. A leitura é, sim, algo muito prazeroso. Basta você descobrir qual é a sua praia. Tem gente que gosta de romance. Outras pessoas já se amarram nos textos de aventura e terror, não importa! Leia aquilo que sentir vontade. Descubra que diversão e informação formam uma dupla perfeita.



Agora chegou a vez da Bienal do Livro de Minas. Acesse www.bienaldolivrominas.com.br e fique por dentro de toda a programação. A gente se encontra no estande da Editora Saraiva. Posso te esperar? 
Será no dia 15, próximo sábado, às 16 horas.

Metade é verdade, o resto é invenção é meu primeiro livro. A segunda edição dele já ficou pronta e foi revisada de acordo com a nova ortografia. 

Uma história, uma lorota... e fiquei de boca torta! também é fruto da minha cabeça "lotada de minhocas". Além de muito divertidos (sou suspeito, concorda?), os textos abordam temas interessantes como comportamento, respeito às diferenças e amor ao próximo e à natureza. Aqui mesmo no blog, você poderá ler as sinopses das duas obras.

Minha estreia na Bienal, em Belo Horizonte (2008).

pedro antônio de oliveira

8.5.10

Mães e filhos


Ela guarda numa caixa meus primeiros desenhos disformes e eu as lembranças: o João-Bolinha que me ajudou a colorir, o jeito de arrumar a alça da merendeira no meu corpo.

Seu rosto no portão da escola, os olhos luminosos ao me ver chegar no fim daquelas tardes sempre infinitas.

A gente briga. Ela já me fez "pagar micos". Já prometemos um pro outro começar do zero. Mas costuma dar errado. Mas costuma dar certo também. 

Até hoje eu não consegui entender por que a gente sofre e faz sofrer às vezes. 

O amor é uma confusão ou é simples demais para ser entendido.

pedro antônio de oliveira