O menino cola seu rosto na janela e deixa as paisagens desfilarem por seus olhos como fotografias a compor um filme. Ao seu lado, o padrinho vai narrando o caminho e, assim, qualquer tristeza vai embora.
Na mala, não cabe dor alguma, apenas a imensa saudade dos pais e do irmão pequeno que ficaram em casa. Corações forasteiros circulam pelos vagões e se misturam à trajetória de Félix até a estação final.
O garoto não está de férias: ele viaja a passos largos, com o coração abrindo caminho... Sua vontade é chegar logo e abraçar a esperança.
Não deixe de conferir o livro O Menino da Chuteira Vermelha, de Anderson de Oliveira, lançado pela Editora Lê.
Pedro Antônio de Oliveira
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