11.6.12

Até o começo


Te contar o que é que eu sinto
Nem com um oceano de palavras.

pedro antônio de oliveira


Feliz Dia dos Namorados.

5.6.12

Seja bem-vinda, Dandara!


Olá, eu sou a Dandara! Ui, que emoção! 
A partir de agora, estarei aqui no blog, 
falando um pouco sobre os preconceitos bobos das pessoas! 
E todas as histórias, acredite!, aconteceram de verdade. 


Dandara em: 
A beleza que mora em nós

Outro dia, a moça do shopping disse pra minha mãe que sou uma morena linda, da cor de jambo. Fiquei feliz com o "linda". Hum... porém, ela se enganou, porque eu sou negra. Qual o problema?

Tudo bem que cada um tem seu jeito de ser e de ver as coisas. Confesso que essa história causou um tremendo nó na minha cabeça. Será que não conheço mais as cores?

Com o tempo, fui percebendo que muita gente vive "cheia de dedos" na hora de falar sobre a cor da pele. Isso deveria ser algo natural, pois, andando pelas ruas da cidade, eu vejo muito bem: há pessoas de várias cores - alguns são negros, outros pardos, brancos... cada qual com seu charme e estilo. Se a beleza escolhesse uma só cor para amiga, a vida seria bastante chata, não acha?


Em 2010, o Grupo de Trabalho de Promoção da Igualdade Racial da Prefeitura de Belo Horizonte decidiu nos apresentar uma garotinha incrível de, mais ou menos, 8 anos de idade, a Dandara. Ela veio com a missão de ajudar as pessoas a refletirem sobre o preconceito e a inclusão social. Fico feliz por fazer parte da equipe que dá vida à Dandara. Agora resolvemos trazê-la também para a Torre Mágica; não é o máximo? Em breve, ela terá seu próprio blog. (Que chique, Dandara!) Aguarde. Enquanto isso, leia os contos que já saíram publicados no informativo Entre Nós. As ilustrações são do talentoso Clayton Ângelo. Quer saber detalhes de como tudo isso começou? Então clique aqui, ora!

pedro antônio de oliveira

Dandara em: Mudanças

O nosso novo apartamento é lindo. De tão alto, é possível avistar as coisas lá na frente, aonde nunca fui direito. No primeiro dia, minha mãe foi confundida com uma empregada doméstica na hora em que descia de elevador pra pôr o lixo na rua. Uma senhora perguntou quando os donos do oitavo andar se mudariam.

O queixo dela despencou de uma só vez, logo que ficou sabendo que conversava com a própria dona do apê. Será que ela pensa que todas as empregadas domésticas do mundo precisam ser negras e as moradoras de arranha-céus ter cabelos lisinhos? 


Ai, ai, ai... É cada uma! Igual ao chefe da minha mãe, que pediu pra ela "dar um jeito" naquele estilo afro do penteado dela. Só faltou dar de presente um aparelho de chapinha junto com a promoção de gerência. Mamãe disse "não", e acabou provando pra ele que não era o cabelo dela que tinha de mudar, mas, sim, o jeito de se olhar para aquilo que já é bonito.


Dandara em:
Entre iguais

Já ouviu aquelas piadinhas bobocas que fazem com negros? Eu já! Um montão de vezes! Mas eu “nem-te-ligo-farinha-de-trigo”! Entra num ouvido e sai no outro. Como pode alguém achar graça naquilo que procura diminuir as pessoas? Fica parecendo que ser negro é ser menos na vida. Quem faz uma coisa dessas não imagina o quanto isso machuca a gente. Certa vez, chamaram a Talita de “barata descascada”, só por ela ser branquíssima. Ela ficou toda murcha, coitada. Se bem que foi a Tatá quem começou, botando no Arthur o apelido de “pão queimado”. 

Que coisa feia ficarem se agredindo daquele jeito! Ainda bem que, depois do bate-boca, tudo terminou em paz, com direito a pedido de desculpas e um aperto de mão. Ufa! Pelo menos, a confusão serviu pra que cada um se conhecesse melhor e se respeitasse como ser humano. Desconfio de uma coisa: a Talita tem uma quedinha pelo Arthur. É isso mesmo. Já entendi tudo! Que pena que as pessoas, às vezes, tenham tanta dificuldade em dizer “te amo”. Tão mais simples... né!?


Em breve, mais contos da Dandara. Espero que você tenha gostado!

pedro antônio de oliveira

29.5.12

Serafín, el escritor y la bruja





Era uma vez um garoto tímido. Seus pais não acreditavam em seu potencial. Nem ele. Mesmo assim, lá no fundo, ele queria muito provar que era um sujeito capaz.

Era uma vez também uma bruxa sem vocação para bruxa, motivo de bastante gozação, até da própria irmã. E era uma vez, ainda, um escritor cansado de escrever biografias enfadonhas, de gente desinteressante e careta. Seu maior sonho era se dedicar a contos de terror (com muito sangue e pavor!), coisa que experimentou fazer (e bem!) durante a adolescência.

Na noite do Dia das Bruxas, seus olhares e sonhos pousam sobre a mesma estrela. E essa estrela brilhou tão intensamente que uniu os três destinos numa aventura saborosa, cheia de emoção e ternura. "Primeira estrela que vejo, dá-me tudo o que desejo.''

Foi a Aléxia quem trouxe para mim, da Argentina, "Serafín, el escritor y la bruja" (de Claudia Piñeiro). Antes, fez questão de ler o livro para a pequena Lara, uma garotinha que ama histórias, assim como eu. Acabei de lê-lo agorinha há pouco, e sabe de uma coisa? Me bateu uma vontade irresistível de buscar a minha estrela. Aqui estou, na janela!

pedro antônio de oliveira

18.5.12

Bienal do Livro de Minas 2012




Metade é verdade, o resto é invenção e Uma história, uma lorota... e fiquei de boca torta! estão nos estandes da Livraria Leitura e da Editora Saraiva 

25.2.12

Cristalino


Gente bonita por dentro
Mundo mais lindo cá fora
Faz fraquinha, fraquinha
A dor que amola.

pedro antônio de oliveira

Ainda vai dar samba...


Grace Kelly! Desgruda desse telefone, criatura! Não sei o que tanto conversa com esse tal de... de... Como é mesmo o nome dele, Grace Kelly? Grace Kelly!!!  

pedro antônio de oliveira

A dança do arco-íris

Há muito tempo, vivia sobre uma planície de nuvens uma tribo feliz. Como não havia solo para plantar, só um emaranhado de fios branquinhos, as pessoas se alimentavam da carne de aves abatidas com flechas. De vez em quando...



Mais uma de lua e estrelas



ObotãodoespaçonãofuncionajustohojequeeuqueriavisitaraLuaetelevarpraconhecerumasestrelas...

flávio louzas rocha

17.2.12

Prazer de viver em um planeta melhor

A gente tem vontade de mudar o mundo; nem sempre é fácil. Um pouquinho que seja é melhor que nada. No prédio onde trabalho, faço parte da comissão de Coleta Seletiva. Não é legal? Vai ser um tremendo desafio convencer as pessoas a não jogarem copinho sujo de café na caixa destinada a papel limpo e seco. Também incentivar o pessoal a colocar cada resíduo sólido em seu devido lugar - para depois enviar tudo a uma cooperativa especializada em reciclagem - vai exigir bastante paciência. Cuidar do planeta é tão bom. Ele é a nossa casa. Tem gente que se esqueceu disso. Torce daí!


Só por curiosidade, dê uma olhada neste quadro (clique para ampliar). Tem material que deve ir diretamente para o lixo, outros podem ser reaproveitados.

* Desde que não contaminados por resíduos perigosos, de acordo com a classificação da NBR 10004 da ABNT, 
e da Resolução CONAMA 358/05.

pedro antônio de oliveira

11.2.12

... pra você me conjugar


Silêncio pra te comover
Música pra te alcançar
Refrão pra te enternecer
E agora só falta você.

"verbos sujeitos" zélia Duncan

4.2.12

Amar


Amar é um elo
entre o azul
e o amarelo.

paulo leminski

Agora é hora


Mas que legal! A Editora Base, de Curitiba (PR), publicou a crônica "Pra dar no pé", do meu livro "Uma história, uma lorota... e fiquei de boca torta!" (Saraiva/Formato), no didático "Agora é hora, Língua Portuguesa, 5o ano", dos autores Alexandre Olsemann, Alexsandra Finkler, Jacyara Batista Santini e Thania Mara Teixeira Asinelli. A obra está linda e com um conteúdo de excelente qualidade. Me bateu uma saudade daquele tempinho de escola! Ainda bem que, de alguma forma, eu continuo vivendo esse prazer, não é mesmo?  

pedro antônio de oliveira

Brincadeiras bacanas

Existem brincadeiras que são transmitidas de geração a geração. 
E é por isso que as conhecemos até hoje. Que ótimo, né?





PETECA
Os índios que viviam no Brasil, antes do Descobrimento, utilizavam uma trouxa de folha, cheia de pedras, amarrada a uma espiga de milho. Brincavam de jogar essa trouxa de um lado para o outro. Chamavam-na de Pe’teka que, em tupi-guarani, significa "bater".



AMARELINHA
De origem francesa, a amarelinha chegou ao Brasil e rapidamente se tornou popular. 
A brincadeira consiste em um desenho formado por blocos numerados, com semicírculos nas extremidades. Joga-se uma pedrinha, saltando a casa marcada, com cuidado para não sair fora dos campos delimitados.


PIPA
Cerca de 1000 anos a.C, a pipa era utilizada como forma de sinalização. Ao chegar ao Brasil, pelas mãos dos portugueses, a pipa se tornou somente uma forma de diversão. Ela voa com a força dos ventos e é controlada por uma linha.


BRINCAR DE RODA
A ciranda, que é a dança mais famosa do Brasil, foi trazida de Portugal como folguedo adulto, e logo sofreu transformações, animando as brincadeiras infantis. Ainda hoje, é bastante utilizada em escolas, parques e outros espaços de lazer.


JOGO DO OSSO
O jogo do osso, de origem pré-histórica, também é bastante difundido aos netos pelos avós. Basta jogar um objeto para o alto e pegar outro em seu lugar, uma espécie de malabarismo.

gabriela cabral

Da observação

...
Não te irrites, por mais que te fizerem...
Estuda, a frio, o coração alheio.
Farás, assim, do mal que eles te querem,
Teu mais amável e sutil recreio... 

mario quintana

(Da obra: "Espelho Mágico", página 211)

8.12.11

Sem demora


A vida é agora, aprende. (…) 
O pó se acumula todos os dias sobre as emoções.

caio fernando abreu

30.11.11

Antologia de textos de oficinas literárias vira livro


Longe da ideia de que a escrita é sinônimo de exercício solitário, “Oficina da Palavra” é o resultado do trabalho de mais de 30 mãos. A antologia de crônicas, contos e poesias contempla produções de um grupo de autores bastante heterogêneo. Médicos, professores, arquitetos, estudantes e outros interessados se reúnem em noites de oficinas literárias para abrir as portas da imaginação. O livro, fruto desses encontros, foi lançado na segunda-feira, dia 5, em Belo Horizonte (MG).

A escritora Dagmar Braga, finalista do Prêmio Jabuti em 2009, é responsável por costurar as 62 cria­ções presentes na obra, que possui 176 páginas. Ela mantém o espaço cultural Letras e Ponto e coordena oficinas de criação literária há 20 anos. “Oficina da palavra” é a segunda antologia publicada pelo Letras e Ponto.

As reuniões são abertas a todos e o objetivo é escrever a partir da memória, da imaginação, da observação e da inter­textualidade. O esforço de edição também é conjunto. Um tempo fica reservado para a leitura coletiva e os participantes têm a oportunidade de palpitar no texto do colega. O espaço cultural ainda acolhe outras atividades, como saraus, debates, palestras, mostras e apresentações.



Minha querida amiga Cleide Fernandes, uma das autoras do livro

27.11.11

Um blog perfeito


Eu descobri um lugar tão lindo, que você precisa conhecer. 
É o QUE SEJA INFINITOda querida Cibele Bacellar. 
Clique aqui e comece a sonhar.

pedro antônio de oliveira 

26.11.11

Só o dinheiro tem valor?

O Oráculo, a Soninha e eu estamos muito desconfiados de que essa história de construção da Usina de Belo Monte é uma tremenda furada. Por isso, decidimos não ficar em cima do muro. Toda vez que alguma coisa estiver cheirando esquisito, vamos "botar a boca no trombone". E se eu fosse você faria o mesmo. Veja o vídeo. Procure se informar. Afinal, moramos no mesmo planeta.






pedro antônio de oliveira

19.11.11

Mostra de Cinema Infantil de Belém



Cinema se aprende desde cedo. A meninada deu um show nas oficinas de animação em Belém do Pará. A cultura amazônica foi bem representada nos filminhos que as crianças produziram este ano. 
No YouTube, você vai encontrar muitos outros também legais.

Nem aí


Me ajude a matar essa vontade de fazer nada.

pedro antônio de oliveira